terça-feira, 7 de julho de 2009

Extracto do Diario da Assembleia da República de dia 25 de Junho, debate do PJL 778/X/4ª

Nota, na integra o Diário da AR pode ser consultado em:
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=826202262918564213

Neste texto tomou-se a liberdade de colocar em bold alguns aspectos que se considera de maior relevo para o sector e deverem ser sublinhados de modo a facilitar a leitura
.......................
Srs. Deputados, vamos retomar a apreciação do projecto de lei n.º 778/X (4.ª) — Cria o regime relativo às condições de circulação, parqueamento e estacionamento de autocaravanas (PSD). Tem a palavra a Sr.ª Deputada Alda Macedo.

A Sr.ª Alda Macedo (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O projecto de lei que o PSD submete hoje à apreciação do Parlamento é marcado por uma margem significativa de ambiguidade em relação aos resultados que produz. Se é certo que este projecto de lei reconhece as especificidades próprias do autocaravanismo que resultam de uma atitude diferenciada deste segmento de actividade de turismo face a outras com as quais tem áreas de cruzamento mas também áreas de distinção, reconhecendo as especificidades desta actividade turística — uma atitude diferenciada, uma atitude própria —, o projecto de lei, na verdade, não vai ao encontro da resolução dos problemas que daí resultam.
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, peço que criem as condições para a Sr.ª Deputada oradora poder continuar a proferir a sua intervenção. Sr.ª Deputada, pode continuar.
A Sr.ª Alda Macedo (BE): — Obrigada, Sr. Presidente. Retomando o que estava a dizer, se é verdade que se reconhece as especificidades que resultam de uma atitude diante da actividade de lazer que é o turismo, o projecto de lei não vai totalmente ao encontro do que resulta da apreciação dessa especificidade. Assim, parece-nos que é preciso um amadurecimento legislativo que ainda não está presente neste diploma. Devo dizer, Sr. Deputado Mendes Bota, que o proposto no artigo 15.º deste vosso projecto de lei está mal pensado, mal equacionado e acarreta um risco acrescido porque aponta para a necessidade de revisão dos planos de ordenamento da orla costeira (POOC), embora tal necessidade não exista enquanto tal. O que existe é a necessidade de os municípios, do ponto de vista das respectivas opções de ordenamento territorial, integrarem, também aí, uma vertente de resposta às necessidades específicas do autocaravanismo.
Prever uma alteração dos referidos planos de ordenamento da forma como está contemplada no artigo 15.º do vosso projecto de lei, quando, na verdade, hoje, o que é preciso é que os mesmos sejam mais rigorosos no sentido da delimitação e da classificação das áreas costeiras, atendendo à gravidade da ameaça que sobre elas impende, decorrente do que são as perspectivas relativamente às alterações climáticas, é um risco face ao que é a necessidade de precaução no que se refere à orla costeira, conforme os diferentes graus de gravidade da ameaça a que está sujeita. Assim, devo dizer que, aparentemente, a intenção é generosa mas resulta mal do ponto de vista do que aqui está consagrado. Portanto, o Bloco de Esquerda não acompanha o PSD neste projecto de lei, reconhecendo, no entanto, a necessidade de um complemento legislativo em matéria de regulação e, sobretudo, de providenciar no sentido de serem garantidas às pessoas ligadas a esta actividade de autocaravanismo infra-estruturas de suporte adequadas às suas necessidades muito específicas. Aplausos do BE.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado José Soeiro, para uma intervenção.
O Sr. José Soeiro (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, este projecto de lei tem um preâmbulo que aponta no sentido da valorização de uma forma de turismo que tem vindo a aumentar e que, naturalmente, merece a nossa atenção. O preâmbulo do diploma reconhece esta forma de fazer turismo como amiga do ambiente e valorizadora do comércio de proximidade. Este é um turismo com preocupações ambientais, de mobilidade, o que, aliás, é referido no preâmbulo do diploma em que se diz mesmo que obstar a este tipo de turismo seria contrariar o interesse económico do sector e, portanto, do País. Partilhamos inteiramente este conjunto de considerandos. Se o corpo do diploma correspondesse a esse conjunto de ideias que valorizam uma forma de fazer turismo que todos reconhecemos, não teríamos qualquer dificuldade em apoiar e votar a favor. Acontece que o corpo do diploma vai exactamente no sentido inverso de alguns dos aspectos reconhecidos no preâmbulo. É que enquanto, no preâmbulo, se reconhece que esta forma de fazer turismo pressupõe precisamente a mobilidade quase constante dos seus praticantes, então, não vemos motivo para um conjunto de artigos quase todos limitativos dessa mobilidade. Isto é, o projecto de lei nega o que, no preâmbulo, se reconhece como uma forma natural de fazer turismo. Portanto, parece-nos que há aqui alguma incongruência. De facto, se atentarmos no corpo do diploma, verifica-se que o exercício do autocaravanismo só é permitido de uma certa maneira, só podem permanecer x tempo, têm de sair ao fim de x horas. Parece-nos, pois, muito limitador o que aqui é estabelecido, sobretudo quando se reconhece que, actualmente, o nosso país não tem infra-estruturas em condições de dar resposta a este tipo de turismo e, também, porque a realidade noutros países demonstra que é através da intervenção do poder local que têm sido encontradas as respostas adequadas para o desenvolvimento deste segmento do turismo. Neste sentido, não nos parece adequado procurar responder de forma tão fechada aos desafios que se colocam perante a liberdade de que hoje gozam os autocaravanistas para praticar este tipo de turismo. O Partido Comunista não acompanha, pois, a proposta do PSD e irá votar contra este projecto de lei. Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Isabel Jorge.
A Sr.ª Isabel Jorge (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O autocaravanismo é uma modalidade que teve o seu início na Europa nos princípios da década de 60, com a adaptação de antigos furgões e autocarros, de forma mais ou menos artesanal, de modo a permitir que, no seu interior, para além de se pernoitar, fosse possível viver — e aqui entende-se a expressão «viver» em sentido lato. Em Portugal, o autocaravanismo tem tido forte incremento e adesão, com uma acentuada melhoria na qualidade dos veículos, no design e na funcionalidade. Estima-se que, em Portugal, esta forma de turismo itinerante rondará os 5000 utilizadores. Compreendemos, assim, a filosofia deste diploma que pretende regulamentar o estacionamento de autocaravanas em zonas urbanas não destinadas especificamente a este fim. Mas, perdoem-me, Srs. Deputados, parafraseando o velho professor que apreciava o trabalho do aluno, também nós dizemos que «este diploma tem ideias boas e ideias originais, só que as boas não são originais e as originais não são boas». Senão, vejamos. As autocaravanas não são senão veículos e as condições de circulação, paragem e estacionamento dos mesmos já se encontram definidas no Código da Estrada. Acresce, ainda, que as condições de estacionamento de veículos nas localidades são competência das autarquias e não deste Parlamento e existe um princípio comummente aceite, que é o princípio geral do direito rodoviário sobre estacionamento na via pública ou equiparada, segundo o qual o estacionamento é permitido a não ser que exista sinalização que o proíba ou restrinja, e não ao invés, como decorre do projecto de lei que estamos a apreciar. Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, as incongruências não ficam por aqui. Só a título de exemplo: as portarias conjuntas são sempre aprovadas pelos ministros; a expressão «sinalética» não existe, a expressão do Código da Estrada é «sinalização»; o regulamento de sinalização e as suas alterações competem ao Governo e não à Assembleia da República. Sem mais delongas e do nosso ponto de vista, o actual ordenamento jurídico já contempla todas as alegadas inovações propostas, resultando inequívoco que, neste projecto de lei, mais não se vislumbra senão uma enorme confusão entre «estacionamento», regulado no Código da Estrada, e «acampamento», também regulado em diplomas já aludidos até pelo Sr. Deputado, nomeadamente os Decretos-Lei n.os 39/2008 e 310/2002 e a Portaria n.º 1320/2008, de 17 de Novembro. Assim, e pelo exposto, o Partido Socialista votará contra o projecto de lei n.º 788/X. Aplausos do PS.
O Sr. Mendes Bota (PSD): — Era de esperar!
O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Nuno da Câmara Pereira.
O Sr. Nuno da Câmara Pereira (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, é só para chamar a atenção e perguntar aos Deputados do PS se, por acaso, sabem qual é a diferença entre uma lesma e um caracol. É, precisamente, a diferença entre a precariedade ou não da segunda habitação e, se calhar, andar com esta «ao colo» e deixá-la para ir fazer um passeio turístico… Há uma grande diferença: o autocaravanismo nada tem a ver com o caravanismo, absolutamente nada! Os parques de campismo nada têm a ver com os parques para autocaravanas. Um caracol nada tem a ver com uma lesma. O caracol transporta a sua casa para todo o lado, a lesma deixou no parque de campismo a sua casca grossa e foi conhecer outras coisas — esta é a diferença. Por outro lado ainda, o que agora propomos seria talvez uma maneira útil de fazer chegar o turismo a zonas recônditas do País que não têm empreendimentos turísticos nem recursos para tal. Se calhar, é uma forma mais expedita de fazer turismo andar com a casca grossa às costas.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Abel Baptista.
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, a Sr.ª Deputada Isabel Jorge, do Partido Socialista, deu-nos uma informação extremamente interessante. Disse que o autocaravanismo é importante, até está em crescimento, é uma actividade a considerar mas, apesar de não estar regulamentada, «deixamos estar como está, não vamos fazer nada. Sabemos qual é o problema, mas não actuamos sobre ele».
É caso para perguntar, Sr.ª Deputada Isabel Jorge: então, onde está a proposta do Partido Socialista para resolver o problema? O que é que vamos fazer? Como vamos resolver o problema da pernoita? Como vamos resolver o problema de encontrar áreas de serviço para tratar de questões inerentes ao funcionamento e à utilização de autocaravanas — fornecimento de água, despejo de dejectos? Se estas questões não estão regulamentadas, como vamos fazer? Vamos deixar isto ao critério de quem e de que forma? Diz que está regulamentada a questão do estacionamento. Então, por que é que grande parte das autarquias, provavelmente de forma ilegal, proíbe o estacionamento das autocaravanas?
A Sr.ª Isabel Jorge (PS): — É um problema de fiscalização!
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Não é um problema de fiscalização, é um problema de legislação, de regulação, e que deveria ser encarado. Lamentamos que o Partido Socialista queira deixar ficar tudo como está, na actual anarquia, sem qualquer resolução, muitas vezes com questões ambientais pelo meio, com procedimentos que são altamente prejudiciais para o ambiente, para os autocaravanistas e para o próprio Estado, que, de forma irresponsável, deixa ficar tudo como está, que é o que o Partido Socialista agora vem propor. Aplausos do CDS-PP.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Hugo Velosa.
O Sr. Hugo Velosa (PSD): — Sr. Presidente, estava a tentar inscrever o Deputado Mendes Bota…
O Sr. Presidente: — Sim, sim, com certeza. E para o Deputado Mendes Bota, 15 segundos são uma eternidade!… Tem a palavra.
O Sr. Mendes Bota (PSD): — Sr. Presidente, é só para dizer à Sr.ª Deputada Alda Macedo que o que pretendemos não é alterar os planos de ordenamento da orla costeira. Pretendemos que haja uma pequena alteração no regulamento, de forma a permitir que nos parqueamentos que estão previstos nos POOC haja, pelo menos, uma área onde as auto-caravanas possam pernoitar, o que é literalmente proibido. Em relação às intervenções do PCP e do Partido Socialista, lamento que tenham feito tantas críticas e não tenham apresentado qualquer proposta construtiva. Sabem que existem problemas, não somos nós que os inventamos, dizendo que a legislação é omissa, são os autocaravanistas e o movimento associativo que o dizem e que requisitam a vontade legislativa deste Parlamento para que haja uma legislação que cubra essas omissões, e os senhores estão contentes com o estado actual, com a forma como são tratados os autocaravanistas, que são escorraçados, pois não há alternativas. Há uma coisa que é certa: não podemos proibir, pura e simplesmente, sem ter uma alternativa e não podemos fechar os olhos ao que se passa lá fora. Em toda a Europa comunitária existe regulamentação, existe legislação e Portugal continua a ser, também aqui, uma infeliz excepção. O Grupo Parlamentar do Partido Socialista, sempre com uma postura de «cócoras» perante um Governo que, alertado há tempos por esta Assembleia, não tomou as medidas necessárias ao autocaravanismo, pensa que está tudo muito bem. O Código da Estrada resolve tudo!… Mas, digo-vos: os senhores é que estão muito mal! Vozes do PSD: — Muito bem!
O Sr. Presidente: — Está concluído o debate deste projecto de lei e, assim, também a nossa sessão de hoje.
.........................................

terça-feira, 23 de junho de 2009

Parecer sobre projecto Lei 778/X/4ª


A discussão em Plenário da Assembleia da República do Projecto de Lei n.º 778/X/4ª , encontra-se agendada, na generalidade, para o próximo dia 25 de Junho de 2009.

Assim, nos termos e para efeitos dos artigos 135.º e seguintes do Regimento da Assembleia da República, cumpre à Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional, emitir parecer sobre o Projecto de Lei n.º 778/X/4.


As conclusões do Parecer são as seguintes:

"1 – Em 13 de Maio de 2009, Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata submeteram à Assembleia da República, o Projecto de Lei n.º 778/X/4, que cria o regime relativo às condições de circulação, parqueamento e estacionamento de autocaravanas.

2- Por despacho do Presidente da Assembleia da República de 19 de Maio de 2009, o Projecto de Lei acima mencionado baixou, nos termos do n.1 do art.º 129.º do Regimento da Assembleia da República n.º 1/2007, de 20 de Agosto, à Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações como comissão competente, e igualmente à Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional.

3 – Em síntese, os autores da iniciativa legislativa pretendem estabelecer o regime jurídico do turismo em autocaravana, definindo as condições de circulação, acolhimento, parqueamento e estacionamento de autocaravanas, em áreas públicas ou privadas, e nas estações de serviço a elas destinadas. Para o efeito, o Projecto de Lei em apreço propõe alterar o Decreto–Lei nº 39/2998 de 7 de Março, que aprova o regime de instalação, exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos.

4 - O Projecto de Lei n.º 778/X/4 reúne os requisitos constitucionais, legais e regimentais para ser apreciado pelo Plenário da Assembleia da República, reservando os Grupos Parlamentares as suas posições de voto para o debate.
"


Por nos parecer relevante transcreve-se a Parte IV - Anexos do mesmo parecer:

"PARTE IV – ANEXOS

Anexa-se a proposta de alteração ao Projecto de Lei 778/X da autoria do Circulo de Autocaravanistas da Blogo-Esfera e as considerações e propostas do Senhor Rui Narciso, que deram entrada na Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional, relativas à iniciativa em questão;

Nos termos do nº2 do artigo 137º do Regimento da Assembleia da República, segue anexo ao presente Parecer a Nota Técnica a que se refere o artigo 131º do mesmo Regimento."

O texto integral deste Parecer pode ser "descarregado" AQUI.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Evento literário na descoberta autocaravanista

(De que trata o livro)


O Livro “Autocaravanismo – Viagens e ideias” vai ser apresentado na Sede do ACP (Automóvel Clube de Portugal), em Lisboa, às 18 horas do próximo dia 23 de Junho, Terça-feira, sendo a apresentação do livro da responsabilidade de Barbosa de Oliveira, Presidente da Direcção do ACP.

O livro no decorrer da apresentação pública terá um preço promocional e o autor, Prof. Dr. Luís Nandim de Carvalho, disponibiliza-se para autografar todos os exemplares vendidos.

Porque não é segredo e está referido na própria capa do livro, Decarvalho é o pseudónimo do autor para as intervenções autocaravanistas que faz no seu Blogue
AUTOCARAVANISMO NEWSLETTER.

O CAB que deseja ao companheiro Decarvalho os maiores êxitos com este lançamento literário na área do autocaravanismo, estará presente no evento.

terça-feira, 9 de junho de 2009


INFORMAÇÃO

Nesta data foi enviada ao Presidente da Assembleia da República e a Deputados da SubComissão de Turismo as cartas que podem ser lidas AQUI e AQUI.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NOTICIA de ULTIMA HORA: DIA 25 AGENDAMENTO NA AR DO PROJECTO LEI DO AUTOCARAVANISMO




dia 25 de Junho, O plenário da Assembleia da República tem agendado pelo seu presidente, Dr. Jaime Gama, o Projecto de lei sobre Autocaravanismo.



Com o objectivo de o CAB poder informar todos os deputados da Subcomissão Pralamentar de Turismo da participação suscitada, recorda-se a parte final da mensagem anterior e abaixo publicada:
Assim, vimos requerer aos aderentes do CAB e convidar todos os autocaravanistas a apresentarem no concreto, até ao próximo dia 5 de Junho inclusive, as propostas que, segundo os autores, melhor sirvam os interesses do autocaravanismo entendido como uma modalidade de turismo itinerante.

domingo, 31 de maio de 2009

Participação democrática


PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO
AO
PROJECTO-LEI N.º 778/X


No dia 13 de Janeiro de 2009 representantes do CAB reuniram com o Presidente da Subcomissão Parlamentar do Turismo, Dr. Mendes Bota conforme noticiado AQUI.

Na referida reunião foi feita a inventariação de alguns dos problemas que se colocavam ao Movimento Autocaravanista de Portugal e renovado o desejo e a necessidade de se concretizar uma audição com a Subcomissão Parlamentar do Turismo.

No dia 21 de Janeiro deste mesmo ano foi concretizada a audição parlamentar e divulgada a necessária informação AQUI.

Perante os membros da Subcomissão foi feita referência à portaria do campismo que previa áreas de serviço para campismo em autocaravana, para além das existentes nos próprios parques de campismo, e reafirmada a opinião de que a mesma não tinha (não tem) aplicação à situação do autocaravanismo como turismo itinerante (touring).

Em 13 de Maio passado foi de conhecimento público que os Deputados Mendes Bota e Nuno da Câmara Pereira tinham apresentado um Projecto-lei que “Cria o regime relativo às condições de circulação, parqueamento e estacionamento de autocaravanas” conforme foi noticiado AQUI pelo CAB.

Antecipando uma eventual polémica que o projecto poderia desencadear no seio dos autocaravanistas o CAB alertava para a necessidade de o projecto não poder deixar de ser objecto de análise em reuniões promovidas pelas estruturas dos autocaravanistas.

A Coordenação do CAB encontra-se confrontada com dificuldades de tempo que lhe permita promover uma reunião, efectivamente participativa, não só de aderentes.

Considerando e aproveitando as criticas que têm surgido na Blogosfera a Coordenação do CAB, por consenso, introduziu no Projecto-Lei algumas das questões que lhe pareceram mais pertinentes e que AQUI divulga para que possa ser lida e, eventualmente, “descarregada”.

(O texto a azul configura as propostas introduzidas pela Coordenação do CAB e o texto a vermelho com fundo amarelo configura o texto que deve ser eliminado do Projecto Lei)

Continua, porém, a ser do máximo interesse para a Coordenação do CAB e para o próprio CAB que tenha lugar uma participação activa dos autocaravanistas na construção de uma proposta de alterações a enviar aos Deputados que apreciarem o Projecto-lei.

Assim, vimos requerer aos aderentes do CAB e convidar todos os autocaravanistas a apresentarem no concreto, até ao próximo dia 5 de Junho inclusive, as propostas que, segundo os autores, melhor sirvam os interesses do autocaravanismo entendido como uma modalidade de turismo itinerante.

terça-feira, 26 de maio de 2009

I Seminário do MIDAP

(Foto cedida por NEWSLETTER)

O CAB esteve no I Seminário do MIDAP, que constitui um marco no Autocaravanismo Nacional.

Estiveram presentes o representante da Secretaria de Estado do Turismo (Eng.º José Parreira); o deputado Nuno da Câmara Pereira; o Vereador da C. M. Cascais (Artur Ferreira); o Presidente do Automóvel Clube de Portugal e da Prevenção Rodoviária Portuguesa (Carlos Barbosa); o Dr. Luís Figueiredo (também do ACP); o presidente do MIDAP, Secos dos Santos. Na plateia encontravam-se o representante do CPA (Mário Caxias); o presidente do CAS (Fernando de Matos); o representante do CAB (Diogo Ferreira); e o Director do Autocaravanismo do CCL, (Carvalho dos Santos);

Também presentes, os importadores da Hymer, da Rimor, da Knaus, da Mercedes e da Fiat, que brindaram o evento com a exposição no exterior de um chassis e dos vários modelos hoje disponíveis para a prática do auto caravanismo.

O Seminário começou com o presidente do MIDAP a relatar o que tem sido a actividade deste movimento; de seguida teve a palavra o Sr. Carvalho dos Santos, que falou sobre o que é hoje um auto caravanista, e descreveu como são hoje as autocaravanas. Seguiu-se o presidente do ACP, que deu conta da sua satisfação por o ACP ter de novo a página de campismo e agora abraçar o autocaravanismo. O seminário continuou com o Senhor Deputado a expor o seu trabalho no âmbito da regulamentação da actividade autocaravanista, a que se seguiu um intervalo, durante o qual os presentes observaram o equipamento que estava exposto no exterior; uma integral da Hymer (J Sousa Mesquita), uma capuchinho da Rimor (Têdêcar), uma knaus (Marcampo), uma autovivenda da Mercedes (Mercedes) e por fim um chassis da Fiat (Fiat).

A segunda parte teve início com o discurso do representante do ambiente da C. M. Cascais (Sr. Arquitecto João de Melo), que deu conta da forma como a C. M. irá enquadrar a actividade autocaravanista na rede natura de Cascais, no âmbito do Programa Estratégico Nacional para o Turismo a nível nacional, e da intenção de que em futuros parques de estacionamento haja sempre um ou dois lugares para autocaravanas. O seminário continuou com o represente do ACP (Dr. Luís de Figueiredo) a dar conta do projecto que o ACP tem para o autocaravanismo, bem como da disponibilidade do ACP para a criação do ONGA (Observatório Não Governamental do Autocaravanismo), disponibilizando a sede e os meios técnicos para o mesmo.

No final, houve uma sessão de esclarecimento, durante a qual o primeiro interveniente, Sr. Luís Almeida, questionou sobre o estacionamento das 48h, na sua opinião muito limitativo, e sobre o estacionamento ao pé da residência, em resposta, foi esclarecido de que se trata ainda de uma proposta, que poderá vir a ser alterada. O segundo interveniente foi o Sr. Dr. Nandim de Carvalho, a convite do presidente do MIDAP, que não interpelando antes optou por fazer uma referência ao progresso registado na definição do enquadramento jurídico-administrativo do autocaravanismo.

Perto das 13h deu-se por terminado o I Seminário do MIDAP. Seguiu-se o Almoço no Restaurante “Conversas na Gandarinha” localizado no Pátio Central do Centro Cultural de Cascais; no final, todos os que assim o desejaram puderam apreciar as exposições patentes neste espaço cultural.

Á tarde, o representante do CAB e relator desta nota não pôde continuar no evento por motivos de ordem pessoal; no entanto chegam relatos de que os passeios proporcionados tanto no Sábado como no Domingo pela C.M. Cascais (Rede Natura e Baía de Cascais) foram um sucesso, muito tendo agradado a todos os autocaravanistas presentes

Ficamos a aguardar as conclusões do MIDAP sobre este seminário para aqui darmos conta delas, igualmente, iremos dar conta das opiniões dos nossos aderentes que estiveram presentes no seminário.