sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ANO NOVO, VIDA NOVA

O Circulo de Autocaravanistas da Blogo-Esfera (CAB) completou o seu 1º aniversário no passado mês de Novembro de 2009. Fez-se coincidir a comemoração desse aniversário com um dos encontros anuais, sendo que neste se deveriam realizar eleições para a nova equipa de coordenação do círculo.
Dada a escassa adesão dos membros ao encontro, a eleição da nova equipa coordenadora não foi fácil, tendo sido mais uma cooptação, entre os membros presentes e disponíveis, que uma verdadeira eleição.

Assim, foram escolhidos para a coordenação do CAB no ano de 2010 os Blogues:
Haddock on the road, representado por Vitor Silva e
Autocaravanismo Newsletter representado por João Firmino
A equipa coordenadora, que agora toma posse, saúda todos os autocaravanistas e, em especial os membros do CAB, desejando a todos um muito feliz ano de 2010.
Começamos por reiterar que o CAB não é, nem quer ser, um clube de autocaravanismo. Esta afirmação tem estado presente em todas as declarações de princípios do círculo mas não é demais sublinhá-la. Tentamos ser uma associação de autocaravanistas/jornalistas e estamos, isso sim, empenhados no desenvolvimento através da Internet da promoção do Autocaravanismo, como modalidade de turismo itinerante em Autocaravana.
A equipa coordenadora não tenciona levar a cabo acções que possam ser confundidas com as actividades próprias dos clubes e coloca-se outrossim á disposição dos clubes existentes para promover as suas iniciativas em prol do autocaravanismo responsável.
Tendo sido decidida no encontro da Amieira a criação de um Fórum, convidamos todos os membros a dirigirem-se a         Fórum
Aqui podem proceder à vossa inscrição no Fórum que, como ficou decidido na Declaração da Amieira será, numa primeira fase, apenas acessível aos Membros do CAB. A coordenação que agora entra em funções julga que seria de todo o interesse abrir o Fórum, ou parte dele, à comunidade autocaravanista em geral; no entanto, tendo ficado decidida a limitação aos membros, assim será até nova decisão.

Tentaremos estar presentes no maior número possível de manifestações autocaravanistas e delas dar o nosso ponto de vista no Blogue do CAB.
A equipa agora eleita arroga-se o direito de escolher os colaboradores que entender para a ajudarem na prossecução dos fins que tem em vista e apela desde já a todos os autocaravanistas de boa vontade que lhe queiram dar sugestões de actuação.
Um Bom Ano a todos com muitos passeios em autocaravana.










À Conversa com... PAULA VIDIGAL



Entrevista com... Paula Vidigal

Nesta entrevista com mais um aderente do CAB (a 5ª) e a primeira do ano que agora começa não queremos deixar de voltar a reafirmar que os vossos comentários são bem-vindos.



viajantedecasascostas


Paula Vidigal

CABQuando começou para si o autocaravanismo? Por influência de que aspecto? Com que viatura? Se tivesse que convencer alguém amigo a adoptar o autocaravanismo, que argumentos utilizariam?

Paula Vidigal - Ter uma autocaravana começou por ser um sonho a dois, mais ou menos há treze anos atrás aquando de uma viagem às Astúrias-Picos da Europa. Tínhamos alugado uma casa de Turismo Rural e para conhecermos bem a zona, chegávamos a fazer por dia mais de 100 kms. A luz acendeu-se, quando no alto da montanha, a caminho dos Lagos Enol e Ercina (um dos sítios naturais mais fantásticos que conheço), vimos uma autocaravana. O sonho havia nascido. Seis anos depois, sensivelmente, concretizámo-lo. Nada sabíamos de tais lides, (apesar de termos começado as nossas férias em canadianas, iglos e ainda numa caravana) daí comprarmos sem grandes orientações nem pistas, aquela que ainda hoje é a “Casinha”. Uma Sky 2002, fabrico português, porque era, na altura, das mais baratas do mercado, o que para nós já era uma grande aventura. Depois disso já dois casais amigos compraram AC por nossa “culpa”, porque a todos falamos das nossas viagens com os olhos a sorrirem, nem é preciso argumentar muito. Aliás, uns deles passaram connosco um fim-de-semana antes de comprarem a “Casinha” deles e renderam-se à liberdade, ao espírito de relaxe e comodidade vividos.



CABQue países já visitou? Que locais aconselha? E eventos? Monumentos? Cidades? E porquê? E onde pernoita normalmente? Como escolhe os locais?

Paula Vidigal - Começámos por Espanha (a nossa viagem de baptismo foi até Granada), sempre intercalada com Portugal, claro. Mas cedo nos aventurámos até França, continuando por Itália, e depois mais para cima: Luxemburgo, um cheirinho de Alemanha e Suíça; Bélgica; Holanda; Inglaterra.

É-me tremendamente difícil fazer uma selecção do género “top mais”. Daquilo que já visitei, não me parece que tenha considerado algo secundário ou menos belo ou desinteressante. Em Espanha, decididamente a Andaluzia – Sevilha, Córdova e Granada. Do outro lado, Barcelona, obrigatoriamente. A norte, as Astúrias sempre, ou não tivessem sido elas o nosso mote.

Em França, toda a zona da Alsácia. Algumas localidades da Bretanha, Dinan, como outras mesmo ali ao lado – o Mont St – Michel – pela sua grandiosidade e a sensação de magia que é poder “morar” mesmo à sua frente, no seu “quintal”.

Em Itália, Veneza, Florença e a zona da Toscana.

Na Bélgica, Bruges, um cenário irreal que merece sempre uma (re)visita. Na Holanda, sobretudo a zona de Zeeland. Em Inglaterra, a viagem no ferry e o regressar ao passado shakesperiano em Stratford-upon – Avon…

Parece evidente que coloquei a tónica em zonas com menor densidade populacional, vilas, paisagem natural. De facto, as tendências dos quatro (somos 4 cá nesta casa sobre rodas) vão sempre para locais mais pacatos, onde os factores natureza, pitoresco têm peso considerável.

Sempre que podemos, optamos por zonas fora de parques de campismo. Procuramos as zonas para AC e, não existindo, procuramos outras AC em praças, parques de estacionamento. Ficar ao lado de outros que acreditamos estarem no mesmo espírito, transmite-nos mais segurança.

É claro que há grandes cidades que são da nossa preferência e outras que nunca nos desiludiram: Paris, Londres, Madrid, Barcelona, Amesterdão. Outras não tão grandes: Strasbourg, por exemplo. Nas primeiras, à excepção de Barcelona, optámos sempre por campings e ficámos bem servidos, apesar de longe do centro, jogámos pela segurança.

Os nossos passeios tentam abarcar um pouco de tudo: monumentos, em primeira instância; museus (sobretudo de pintura) – Miró e Picasso em Barcelona, casa de Anne Frank , em Amesterdão, casa de Sherloch Holmes em Londres, Museu d’ Orsay, Paris; as feiras, mercados…; mas também e muito, o andar sem destino pelas ruas e praças, sentindo o pulsar da vida, das pessoas. Em Londres quase que basta isso, em Hyde Park, em Convent Garden, nas lojas, ouvir a suave e aristocrática melodia do “british accent” já é uma dádiva que torna a viagem ganha.

De todas as vezes, antes de partir, ficamos sempre indecisos até onde vamos, sobretudo nas “férias grandes”. Lá no fundo há sempre uma certeza, mas até uma semana antes de partir há sempre duas cartadas na mesa. Mas faz-se sempre uma pesquisa, sobretudo na net, consultando possíveis locais de pernoita fora de campings. Estes servem, em última análise, ou em caso de necessidade, para lavar a roupa se viajamos durante 3 ou 4 semanas.






CABQue país prefere visitar de autocaravana? E porquê? Que facilidades mais o motivam? E em Portugal que regiões prefere? E em que época do ano? Qual o orçamento diário (2 pessoas) que recomenda a quem se abalance a ir ate ao estrangeiro?

Paula Vidigal - França e Alemanha já estão catalogadas como o paraíso do autocaravanismo. Em França não há vila ou cidade que não tenha uma zona para AC, sempre com as comodidades necessárias a este tipo de turismo (sítio para despejos, água e luz), às vezes gratuitas, outras por somas quase simbólicas. A zona que aconselho e à qual voltarei um destes dias é a Alsácia, sobretudo pelas suas vilas pitorescas e coloridas, um cenário fantástico que lembra aguarelas. Ainda por cima, porque nessa zona de França as vilas intervalam com outras igualmente fantásticas do lado alemão. De um salto visitam-se dois países, ouvem-se duas línguas soberbas, porque a musicalidade das línguas é vital nas viagens… poder ouvir os “nativos”, poder vê-los no seu habitat, nas suas ruas, praças, nas suas vidas… é um bom alimento para o espírito.

Ao longo do Mosel, em prados verdejantes com o rio ao lado, as vilas alemãs têm sempre uma alcatifa verde para receber AC, na altura pela mera quantia de 5€ diários. Um luxo comparado com tantos campings que por aí existem. É que, repare-se, há muitos campings que não nos oferecem nada de mais: já tenho luz, sanita, duche, só preciso mesmo de água e de um sítio para despejar, qualquer vila deveria (e nesses dois países fazem-no) ter estes serviços básicos. Porquê pagar 30 e tal euros por um depósito cheio e mais dois vazios, em parques que muitas das vezes nem essas condições têm e se assemelham a guetos? Outros, felizmente são um luxo e neles pago para recarregar baterias, geralmente nesse dia descansamos, mergulhamos numa piscina, porque regra geral as férias são sinónimo de descoberta, exploração, dores de pés, bom cansaço físico. Daí a escolha da autocaravana: ficar 15 dias no Algarve à beira-mar, seria sinónimo de cansaço psicológico e desgaste vital.

Infelizmente, por questões profissionais as férias grandes reduzem-se sempre aos últimos dias de Julho e Agosto, havendo ainda a possibilidade de uns dias no Carnaval e Páscoa. Fins-de-semana são esporádicos. Portanto, estamos sempre dentro de todas as épocas altas. Uma viagem de 3, 4 semanas para quatro pessoas ficará pelo preço de uma viagem de uma semana, de avião, ao estrangeiro. Mais um motivo que nos fez abraçar esta escolha…

Portugal não é tão bom anfitrião como França, estamos dela a anos-luz, mas há sempre um canto fora dos campings onde é possível pernoitar em segurança.

O nosso destino eleito é a costa alentejana, com grande mágoa por a zona de Porto Covo ser agora tão pouco amável com este tipo de turismo. Temos vindo a diminuir as visitas, quem perde é o comércio local.





CABComo participa a família deste seu gosto? Colaboram? Escolhem destinos? Estão sempre prontos a partir ou resistem às viagens? ‘ E depois fazem resumos ou relatos do que observaram? Coleccionam fotografias?

Paula Vidigal - Os filhos cresceram nesta vida, pouco se recordam (especialmente o mais novo) do tempo das tendas, caravana, hotéis, casas alugadas. Às vezes gostariam de variar, mas creio que subscrevem que a Casinha é mesmo a nossa casa e que trocá-la por outro método seria perder qualidade de férias.

Às vezes refilamos porque não conseguimos estacionar, ou porque demoramos mais do que o desejável. Lembro-me, por exemplo, de “conhecer “ o Mónaco sentada no banco do co-piloto. Frustrante!

Desde a 1ª viagem que redigimos um “diário de bordo”. Religiosamente, dia após dia, em cada viagem. Regra geral sou eu que escrevo, como aqui e agora. Depois veio o blogue, mas sou eu, que tenho a paixão das letras, que redijo e teclo. As fotos foram inicialmente a dois, agora são a três. O quarto está no bom caminho.



CABQue motivos de satisfação ou insatisfação a família encontra nas viagens de AC? Quais as queixas mais frequentes? Emprestaria ou alugaria a sua autocaravana a alguém? Em que condições?

Paula Vidigal - As queixas são inevitavelmente sentir que o tempo voou e já acabou. Pelo menos para os dois mais velhos fica sempre a sensação do incompleto e o sonho de estarmos reformados para fazer de cada viagem uma viagem sem tempo.

Se a AC fosse mais pequena, seria mais fácil a questão do estacionamento, já falei disso. Sonhamos, portanto, com uma nova Casinha e enquanto sonhamos mantemos viva a chama, não é assim com qualquer sonho?

Também gostaria que o meu país e alguns outros locais (de Espanha, Holanda) tivessem mais zonas para AC. Às vezes é complicado não ter onde verter as águas sujas ou o WC.

Não sei se seria capaz de emprestar a minha “casinha”, tenho sérias dúvidas, apesar de meio mundo já lá ter dormido, almoçado, jantado… mas connosco lá dentro.



CABA sua viatura quanto consome? Que velocidades atinge? Que autonomia tem? Que avarias já teve? Como as resolveu? O que lhe dá mais satisfação na viatura e bloco de alojamento? O que mudaria se pudesse?

Paula Vidigal - Consome 11 l. Chega aos 130, 140 mas raramente passamos dos 100, 120. Tem poucos cavalos, logo morre um pouco nas subidas.

Avarias… acidentes… já passámos um pouco por tudo: ficar sem travões, sem direcção assistida, sem bateria, sem sistema eléctrico. A mais sui generis foi um portão basculante que se enfiou dentro da parte lateral… tudo se tem resolvido, mas na altura a viagem fica assombrada e o ambiente soturno.

Já mudámos os beliches, acrescentando-os porque as crianças crescem e tínhamo-nos esquecido de tal. Já construímos um exaustor, já inventámos o nosso sistema porta-bicicletas.

Neste momento, mudaria para uma mais pequena e optaria por uma cama de casal ao fundo e um porão para colocar as biclas, evitando assim mais uns cms na traseira.


 
CABUsa a Net na AC? Para trabalho ou só para lazer? E usa GPS? Que modelo? Que recomenda? Televisão? Usa parabólica? Normalmente a que horas acaba a sua jornada? E quantos dias (horas) fica num mesmo local? Quantos km em media percorre por dia? Viaja com animais?

Paula Vidigal - Raramente usamos net. Vemos tv e filmes através do pc, geralmente no Inverno porque anoitece mais cedo. No Verão nem tempo temos para isso, a não ser que chova … O GPS – Garmin – é o nosso amigo e às vezes inimigo.

Não aguentamos grandes tiradas de alcatrão. Talvez nos dois primeiros dias, especialmente quando temos de atravessar Espanha. No 1º dia fazemos por chegar a França ao anoitecer ou fim da tarde. Se temos de percorrer mais Kms, por volta das 18h começamos à procura de um poiso para descansar e visitar.

Quando chegamos ao país destino, abrandamos. Não contabilizamos muito. Vamos estando, de acordo com os pontos previamente delineados. Às vezes com desvios. A única preocupação é que temos tempo limite e há que fazer o caminho de volta… e Espanha é muito grande… desejamos sempre morar no Norte de França, Suíça, Alemanha, para poder estar mais perto de tudo.

Como já referi, somos apenas quatro, já pensámos muito em ter um cão, mas acabo sempre por ter a certeza que não é espaço para autocaravanistas de quatro patas, apesar de ver os outros e achar muita graça.


CABQue acha da estruturação do movimento autocaravanista? É sócio de algum clube?

Paula Vidigal - O movimento autocaravanista tem poucas raízes em Portugal, pouca representatividade, pouca adesão e sobretudo muitas lutas internas e externas que pouco me inspiram e muito me desagradam. Sou aderente do CAB, mas não sou sócia de clube algum. Ah! Fui sócia (como já não pago cota há uns anos já não sei se o continuo a ser) do Clube de Campismo de Évora, desde os nossos primórdios de campismo em casa de lona e fecho de correr.


CABComo define o autocaravanismo?

Paula Vidigal - Como desde miúda sempre me fascinou a vida nómada dos artistas de circo, considero que ter uma AC foi a forma mais próxima de ser circense. Falta-me o lado artístico e o lado perene das viagens, mas consegui o lado vadio de poder ficar onde me apetece consoante os humores, as condições, as cores, o ar, a terra, as gentes. É também a forma que mais me permite viajar, doutra forma estagnaria num apartamento alugado, basicamente em Portugal, num rotineiro passar de dias.

Neste momento é já uma forma de estar. Às vezes imagino que ganho o totoloto e posso finalmente ir a outros continentes e países mais exóticos. Mas depois penso logo: “E como chegava lá de autocaravana?”



quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Felicidades




A Comissão Coordenadora do CAB, que hoje cessa funções, vem agradecer a todos os aderentes e a todos os leitores a colaboração e simpatia que em diferentes momentos dispensaram a este espaço virtual.

À nova Comissão Coordenadora, que dentro de horas iniciará funções, desejamos as maiores felicidades no trabalho a desenvolver em prol do CAB e do autocaravanismo entendido como uma modalidade de turismo itinerante.

Aos espaços virtuais (blogues, fóruns, websites…) vocacionados para o autocaravanismo, que ainda não são aderentes do CAB, apelamos à sua participação nesta organização inédita.

Às organizações autocaravanistas, defensoras do autocaravanismo como uma modalidade de turismo itinerante, desejamos as maiores venturas.

Para todos, sem excepção, vão os nossos votos de um



sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS




O
CAB
- Circulo de Autocaravanistas da Blogo-esfera -
deseja a todos os aderentes desta organização
e a todos os autocaravanistas e respectivos familiares

BOAS FESTAS

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

DECLARAÇAO DA AMIEIRA - IV Encontro CAB


CÍRCULO DE AUTOCARAVANISTAS DA BLOGO-ESFERA
DECLARAÇÃO DA AMIEIRA
IV ENCONTRO CAB
27 de Novembro a 1 de Dezembro 2009


Reunidos na Marina da Amieira, em 28 de Novembro de 2009, por ocasião do I aniversário do CAB, a que assistiram, além de outras entidades, o ACP- Automóvel Clube de Portugal, os responsáveis pelos espaços de internet (web sites e web blogs) e como conclusões da I Mesa Redonda de Autocaravanismo, deliberaram os aderentes do CAB o seguinte:


I

1. Reafirmar o empenhamento do CAB no desenvolvimento através da internet da promoção do Autocaravanismo, como modalidade de Turismo Itinerante em Autocaravana.

2. Reiterar que o CAB não é, nem quer ser, um clube de autocaravanismo, mas tão só um circulo (associação) de Web sites e Blogs sobre a actividade autocaravanista. Neste sentido, o CAB manifesta a sua disponibilidade de cooperar com quaisquer outras entidades, publicas e privadas que igualmente se proponham promover o desenvolvimento do Autocaravanismo Itinerante e desde já:

a) congratular-se com o facto de o Presidente da União Europeia, (na foto) recentemente nomeado, ser adepto do autocaravanismo, tendo passado as ferias deste em ano em autocaravana na Austrália, e manifesta a esta personalidade a expectativa que a União Europeia tome atempadamente medidas homogéneas em todo o seu espaço que favoreçam e estimulem o autocaravanismo;

b) Manifestar o seu apoio a divulgação e participação dos autocaravanistas no projecto LIMPAR PORTUGAL, especialmente com ênfase na prevenção e tomada de medidas contra a persistência de comportamentos anti-ambientais, a cargo das entidades responsáveis;

c) Registar com agrado a generalização em Portugal de cada vez mais frequentes manifestações de atitudes e opiniões favoráveis ao autocaravanismo quer por parte das autoridades policiais e especial GNR, PSP e Policia Marítima e Ambiental, quer por parte de Municípios, e de outras entidades privadas, como é o caso do Automóvel Clube de Portugal que anunciou o lançamento a partir de Janeiro da presença da sua secção de Autocaravanismo na internet além de várias iniciativas para este sector dos seus associados

d) Anotar o progresso registado pela crescente atenção dedicada pelos profissionais da comunicação social ao Autocaravanismo em especial pela programação da RTP 1 incluir em horário nobre a serie de divulgação turística UM LUGAR PARA VIVER, e bem assim a primeira edição da Revista Viajar de Autocaravana.

e) Felicitar os deputados da Assembleia da República que participaram de forma positiva na iniciativa parlamentar de apresentação, agendamento e discussão em plenário, de um projecto de lei sobre autocaravanismo, pela primeira vez em Portugal;

· EM CONSEQUÊNCIA O CAB DELIBEROU PROSSEGUIR COM OS SEUS ESFORÇOS DE ESTUDO E DIALOGO DE MODO A FAVORECER QUE SEJA RETOMADA A INICIATIVA LEGISLATIVA, bem como reiniciar os contactos com as demais entidades administrativas responsáveis e acompanhar os processos pendentes na Provedoria de Justiça que interessem ao autocaravanismo, incluindo a ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses) e a ANAFRE (Associação Nacional de freguesias);

3. Mais deliberou o CAB promover o apoio à realização de um seminário sobre Autocaravanismo dedicado aos meios da comunicação social com o objectivo de se aprofundar na opinião pública o conhecimento e potencialidades do autocaravanismo nos seus aspectos lúdicos, socioeconómicos, turísticos e culturais.

II
Após a realização de eleições da coordenação para o ano de 2010, a assembleia de aderentes do CAB, elegeu:

· João Firmino (representação do Blog Autocaravanismo Newsletter)
· Vítor Silva (representação do Blog Haddoock On the road)

A nova equipa de coordenação assumira funções em 1 de Janeiro de 2010.
III

Relativamente ao programa de actividades para 2010, projecta-se a realização de dois encontro anuais (Primavera e Outono), a criação de um fórum aberto apenas aos aderentes do CAB sobre Autocaravanismo, editar um autocolante do CAB para divulgação entre os leitores dos blogs, apoiar o programa LIMPAR PORTUGAL e realçar a necessidade de medidas contra comportamentos anti ambientais, colaborar com as demais entidades interessadas no apoio ao autocaravanismo, incluindo a edição de uma publicação sobre o enquadramento legal do autocaravanismo em Portugal.


Nota final: O IV Encontro do CAB incluiu também alguns aspectos culturais como sejam, um passeio de barco no Alqueva, com audição de explicações históricas da ocupação humana ao longo dos séculos daquelas regiões, uma visita de estudo às acções de preservação ecológica no empreendimento turístico ZMAR e, ainda, diversas refeições tomadas em conjunto, para convívio e aprofundamento de questões relacionadas com o autocaravanismo itinerante e que reuniu um total de 19 participantes...(fotos abaixo do show de domingo e 2ª Feira no Zmar)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

À Conversa com… HADDOCK

Entrevista com… HADDOCK
Nesta quarta entrevista que estamos a efectuar com aderentes do CAB vamos ouvir as opiniões do responsável do Blogue “Haddock on the road”

Como repetidamente afirmamos os vossos comentários são bem-vindos.


Haddock


CABQuando começou para si o autocaravanismo? Por influência de que aspecto? Com que viatura? Se tivesse que convencer alguém amigo a adoptar o autocaravanismo, que argumentos utilizariam?

Haddock
– Somos novatos nesta actividade. No início deste ano de 2009, nem me consigo lembrar como, começámos, eu e a minha parceira, a pensar que seria uma boa maneira de ocupar o tempo livre, praticando este tipo de turismo itinerante. De notar que nenhum de nós tinha qualquer “cadastro” na actividade: nem campismo nem caravanismo.

Tínhamos pensado em começar por alugar uma AC para experimentar. Depois de muitas consultas na Internet e de algumas (poucas) conversas com auto caravanistas, visitámos a Nauticampo e aí decidimos a compra directa sem mesmo passar pelo período de aluguer.

A escolha recaiu numa CI Riviera 55P, sobre base Fiat 130 HP, igual à do companheiro De Matos.

O principal argumento que me levou a adoptar este tipo de turismo é o da liberdade que proporciona.

CABQue países já visitou? Que locais aconselha? E eventos? Monumentos? Cidades? E porquê? E onde pernoita normalmente? Como escolhe os locais?

Haddock – Para além do nosso Portugal, a vizinha Espanha, França e Bélgica. Locais preferidos até agora: Cáceres e Mérida, em Espanha; Avignon, Vaison-la-Romaine e o Mont St. Michel em França. Bragança e a sua magnífica AS, a praia fluvial nas Minas de S. Domingos, o PC do Inatel em Bragança...etc., etc., em Portugal.

Pernoitamos normalmente em Parques de Campismo ou em áreas de Serviço para AC que nos ofereçam condições de segurança. Invejamos os companheiros que conseguem fazer viagens inteiras sem recurso a PCs mas ainda estamos muito crus (ou somos muito comodistas) para lhes seguir o exemplo. Logo que podemos, gostamos de pôr as cadeiras na rua, se possível a mesa e fazer um grelhado. Como não fazemos isso fora de PCs.....

Antes de cada viagem fazemos um planeamento rigoroso, o qual raramente é seguido. Mas como planear já é viajar!!!!

Neste momento encontro-me já em fase adiantada de planeamento de uma viagem a Marrocos que deve durar cerca de dois meses e ter lugar na Primavera do próximo ano; mesmo que não a faça, o gozo do planeamento já ninguém mo tira.

Além disso estamos de saída para um périplo pela Andaluzia que, se a meteorologia ajudar, vai terminar na Amieira no encontro do CAB.
CABQue país prefere visitar de autocaravana? E porquê? Que facilidades mais o motivam? E em Portugal que regiões prefere? E em que época do ano? Qual o orçamento diário (2 pessoas) que recomenda a quem se abalance a ir ate ao estrangeiro?

Haddock – Gosto muito de “vadiar” em França, que já conhecia bem, mas sem a liberdade proporcionada pela AC. Em França a vida dos autocaravanistas está muito facilitada; é rara a autarquia que não proporciona facilidades de serviços e de pernoitas.

Em relação a Portugal estamos a descobrir cantos e recantos que nos tinham passado despercebidos até agora. Que sensação de paz dormir no parque de estacionamento em Rio de Onor, adormecer e acordar ao som dos sinos da pequena igreja da terra e das ovelhas saindo para o pasto!

Em relação a orçamento volto a reiterar a nossa pequena experiência na actividade e também alguma gula que nos faz frequentar, demasiadamente, alguns restaurantes, adegas e outros locais de compra de produtos gastronómicos locais. Na nossa viagem à Bélgica fizemos uma média de 150 €/dia, mas analisando bem as contas existem certamente despesas que poderiam ser evitadas com facilidade. Difícil dar resposta cabal a esta pergunta pois os gostos das pessoas são muito específicos (e não discutíveis).

CABComo participa a família deste seu gosto? Colaboram? Escolhem destinos? Estão sempre prontos a partir ou resistem às viagens? ‘ E depois fazem resumos ou relatos do que observaram? Coleccionam fotografias?

Haddock – A minha “co-équipière” está sempre pronta a partir. Os destinos têm sido escolhidos de comum acordo mas, dado que temos muito tempo disponível, privilegiamos as viagens longas. Os resumos das viagens têm sido publicados no Blog “Haddock on the Road” o qual mais que um blog é um diário das nossas actividades de turismo itinerante.

As fotografias, digitais, são guardadas num disco duro dedicado, sendo algumas delas publicadas no blog.

CABQue motivos de satisfação ou insatisfação a família encontra nas viagens de AC? Quais as queixas mais frequentes? Emprestaria ou alugaria a sua autocaravana a alguém? Em que condições?

Haddock – Até agora o “Livro de reclamações” está virgem de queixas.

Emprestar ou alugar a minha AC está fora de questão.

CABA sua viatura quanto consome? Que velocidades atinge? Que autonomia tem? Que avarias já teve? Como as resolveu? O que lhe dá mais satisfação na viatura e bloco de alojamento? O que mudaria se pudesse?

Haddock – O consumo é bastante variável e depende principalmente do “juízo” que tiver em relação ao tipo de condução. Julgo que andarei à volta dos 10 litros aos cem (+ ou -1). A autonomia não é grande porque os construtores optaram por economizar peso e colocaram neste modelo o tanque de 60 litros. Por segurança, mais ou menos aos 450 km tem de ir à bomba.

Quanto a avarias tive o choque de ver o veículo rebocado no dia em que me foi entregue: um mau aperto dos tubos do líquido da direcção assistida fez com que o perdesse. Facilmente resolvido mas aborrecido.

Nos alojamentos, o frigorífico tem dado cuidados na sua vertente de funcionamento a gás. Depois de várias idas ao representante o caso parece estar agora resolvido.

Apesar da minha desconfiança de princípio com a marca Fiat não tenho até agora razões de queixa. A potência é amplamente suficiente.

Agrada-me a disposição interior da viatura e a qualidade do mobiliário é satisfatória. Estamos muito contentes com o aquecimento Webasto a gasóleo.

Estou a instalar uma roda sobressalente pois não me sentia à vontade ao partir para certas viagens sem ela.

A única coisa que me faria falta seria um pouco mais de espaço para bagagem; mas talvez seja melhor assim.

CABUsa a Net na AC? Para trabalho ou só para lazer? E usa GPS? Que modelo? Que recomenda? Televisão? Usa parabólica? Normalmente a que horas acaba a sua jornada? E quantos dias (horas) fica num mesmo local? Quantos km em media percorre por dia? Viaja com animais?

Haddock – O uso da Net é quase diário desde que existam condições para tal. Correio electrónico, informação, gestão da vida corrente tudo é feito pela Internet.

Um Tomtom GO 730 carregado com diversos POI respeitantes a PCs e AS ajuda-nos nas viagens e a encontrar os locais de interesse para visitar e para pernoitar. Para quem quiser ir para Marrocos ele não serve; tenho assim preparado um Garmin 276C em que vou colocar a cartografia de Marrocos.

Temos televisão, sem parabólica; tem sido utilizada quase exclusivamente para ver os telejornais.

Gostamos de começar e acabar as nossas jornadas bastante cedo; o mais tardar às 16 horas estamos no local de pernoita.

O tempo de permanência em cada local depende do que há para ver ou fazer nesse local. Desde a simples pernoita até acampamentos de uma semana para fazer termas no Gerês ou estadias de quatro dias para visitar com pormenor uma cidade que nos encante como Avignon.

A kilometragem máxima que já fiz num único dia foi de 630 km mas, habitualmente, é muito menos, raramente ultrapassando os 350.O nosso companheiro de quatro patas o “Swing”, um Cotton de Tulear com nove anos, faz parte integrante da equipa.

CABQue acha da estruturação do movimento autocaravanista? É sócio de algum clube?

Haddock – Julgo que a “estruturação do movimento autocaravanista” praticamente não existe. Como principiante, corri a associar-me ao Clube Português de Autocaravanas (CPA); parecia-me lógico que num país tão pequeno um clube com esse nome federaria os interesses da actividade. Até agora nada. Sou seguidor do Portal Camping Car Portugal e membro do CAB.


CABComo define o autocaravanismo?

Haddock – Olhando retrospectivamente para o ano em curso felicitamo-nos pela decisão tomada.

Se tivesse de escolher uma única palavra para definir o autocaravanismo diria: Liberdade.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

IV Encontro do CAB

IV – E N C O N T R O
DO
CAB – CIRCULO DE AUTOCARAVANISTAS DA BLOGO-ESFERA

1º ANIVERSÁRIO

27 de Novembro a 29 de Novembro de 2009

(35€ p/pessoa)

MARINA DA AMIEIRA (PORTEL)
(GPS: Lat. 38º16'36.57'' N – Long. 7º32'02,62'' W)



PROGRAMA COMPLEMENTAR


29 de Novembro a 01 de Dezembro de 2009…(20€ p/Autocaravana)

Resort “ZMAR” (Zambujeira do Mar)
(GPS: Lat 37º36´15,20´´ N. - Long. 8º 43´53,13´´W)

NOTAS IMPORTANTES:

1 - Inscrições e pagamento até 23 de Novembro inclusive;

2 - Inscrições abertas a todos os autocaravanistas;

3 - Aderentes do CAB podem inscrever os convidados que desejarem;

4 - As inscrições no Programa Complementar são reservadas para os inscritos no IV Encontro;

5 - Na reunião de aderentes do CAB podem participar sem direito a voto todos os autocaravanistas não aderentes;

6 - Todos os detalhes, Boletim de Inscrição (Folha 9) e número de conta para transferência bancária podem ser obtidos em formato PDF AQUI.